
Hoje não é nenhuma crítica. Até porque eu ainda me julgo incapaz de criticar um livro desses que vem mexendo com minha cabeça a cada dia com um pensamento distinto por dia. Até por essa razão que não coloquei a capa do livro aqui. É apenas uma reflexão pessoal que envolve o livro e meus pensamentos loucos.
O livro em questão é o Cem Anos de Solidão, do Gabriel García Marquez. Li ele semana passada, se não me engano. Na verdade, eu terminei. Porque comecei a ler esse livro se não me engano também em maio ou junho. Mas sempre lia um trecho e parava, lia mais um trecho e parava. Pra se ter idéia, li uns 4 ou 5 livros enquanto "estava lendo" este.
Não que o livro seja complicado ou chato de ler, apenas ele não te cativa muito (pelo menos a mim) nas primeiras páginas. De qualquer forma, foi o livro que mais demorei pra ler. Quase uns cem anos...
Mas não vim falar do livro em si. Hoje o que se passa comigo é uma sensação de ser um Buendía e ela é enorme. Macondo parece esse meu quarto. Não me assustaria se a qualquer momento borboletas amarelas me seguissem ou mesmo escorpiões andassem em meu banheiro.
Por motivos tantos e um em específico e quase único, estou me sentindo um Aureliano de olhos perdidos, no seu mundo próprio de seus próprios medos e angústias.
Minha Remédio, a bela, está tão longe que diazinhos parecem cem anos. Ou será ela minha Amaranta Úrsula de sorrisos, alegria e amor verdadeiro? Talvez uma mistura, com um pouco de Úrsula, Rebeca e até Fernanda, quem sabe...
E eu em que mistura me adequaria? Aureliano com José Arcadio? Ou quem sabe um pouco de Melquíades... Não sei...
Eu só sei que o sobrenome Buendía no dia de hoje cai perfeitamente nesse ser que vos escreve que se sente tão em Macondo como nunca...
E sobre a foto, achei linda e representa bem Macondo e eu nessa minha análise de solidão e perturbação...
Obs.: Ouvindo "Baby" e "O Relógio" dos Mutantes, escrever isso se torna ainda mais solitário, louco e dolorido...
Obs2: O livro é ótimo, recomendo a todos.

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