sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Meu dia em Macondo...


Hoje não é nenhuma crítica. Até porque eu ainda me julgo incapaz de criticar um livro desses que vem mexendo com minha cabeça a cada dia com um pensamento distinto por dia. Até por essa razão que não coloquei a capa do livro aqui. É apenas uma reflexão pessoal que envolve o livro e meus pensamentos loucos.
O livro em questão é o Cem Anos de Solidão, do Gabriel García Marquez. Li ele semana passada, se não me engano. Na verdade, eu terminei. Porque comecei a ler esse livro se não me engano também em maio ou junho. Mas sempre lia um trecho e parava, lia mais um trecho e parava. Pra se ter idéia, li uns 4 ou 5 livros enquanto "estava lendo" este.
Não que o livro seja complicado ou chato de ler, apenas ele não te cativa muito (pelo menos a mim) nas primeiras páginas. De qualquer forma, foi o livro que mais demorei pra ler. Quase uns cem anos...

Mas não vim falar do livro em si. Hoje o que se passa comigo é uma sensação de ser um Buendía e ela é enorme. Macondo parece esse meu quarto. Não me assustaria se a qualquer momento borboletas amarelas me seguissem ou mesmo escorpiões andassem em meu banheiro.
Por motivos tantos e um em específico e quase único, estou me sentindo um Aureliano de olhos perdidos, no seu mundo próprio de seus próprios medos e angústias.
Minha Remédio, a bela, está tão longe que diazinhos parecem cem anos. Ou será ela minha Amaranta Úrsula de sorrisos, alegria e amor verdadeiro? Talvez uma mistura, com um pouco de Úrsula, Rebeca e até Fernanda, quem sabe...
E eu em que mistura me adequaria? Aureliano com José Arcadio? Ou quem sabe um pouco de Melquíades... Não sei...
Eu só sei que o sobrenome Buendía no dia de hoje cai perfeitamente nesse ser que vos escreve que se sente tão em Macondo como nunca...

E sobre a foto, achei linda e representa bem Macondo e eu nessa minha análise de solidão e perturbação...

Obs.: Ouvindo "Baby" e "O Relógio" dos Mutantes, escrever isso se torna ainda mais solitário, louco e dolorido...

Obs2: O livro é ótimo, recomendo a todos.

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Mutantes Progressivo.


Todo mundo conhece Os Mutantes, isso é fato. Todo mundo conhece a Rita Lee, já ouviu falar de Arnaldo Baptista, da época dos festivais da Record e tudo mais. Mas você conhece Os Mutantes após a saída da Rita Lee? Pois é, eu também não conhecia, até achar por essa louca internet uma comunidade do Orkut entitulada "Mutantes Progressivo". Aí eu pirei! Era tudo que eu queria.
Após me tornar um fã louco e viciado em Pink Floyd por influências de um louco chamado Rick que conheci na internet e se tornou um grande amigo, principalmente quando conversamos de música, rock em geral... (blog dele: http://strangeishard.blogspot.com/ ) , eu me tornei admirador do rock progressivo que eu tanto ouvia falar e não sabia de fato o que era. E conheci logo com os mestres do Floyd.
Bem, com isso, eu queria conhecer o progressivo brasileiro e me vem essa comunidade de ouro aos olhos. Nela baixei dois discos dessa fase dos Mutantes, que são os "A e o Z" e "Tudo Feito pelo Sol" e adorei!

Todo mundo conhece os Mutantes geralmente por seu primeiro disco, o lendário "Os Mutantes" de 1968 que sem sombra de dúvida é um disco sensacional. Inovador, ousado, psicodélico e ao mesmo tempo brasileiro. Um disco que reúne tudo que o Brasil tem de bom musicalmente com rock, coisa nova pra época, que logo depois foi usado pelos Novos Baianos, entre outros. A coisa do tropicalismo, de tocar com Gil, Jorge Ben...unir o samba ao rock, a bossa...isso é maravilhoso e riquíssimo no primeiro cd dos loucos irmãos Baptista e a linda ruivinha gostosa.

Mas eu não estou aqui pra falar deste cd. Eu falo do "A e o Z", disco de 1973 que só saiu mesmo em 92, sabe-se lá porque. Muitos loucos dizem que o som era muito louco pra época, talvez fosse mesmo. Mas o que aconteceu, foi que a gravadora não achou aquilo bom pro mercado e não lançou. Pecado!
O disco é o primeiro sem Rita Lee e o primeiro da fase progressiva. O que dizer dele? Foda!
Pra quem curte rock progressivo e psicodelia, é um prato cheio. Músicas longas; letras fantasiosas sobre amor, drogas, contatos, loucura; solos sincronizados de instrumentos; tecladinhos e mais sonzinhos loucos ao fundo; e muito mais.
O álbum não é conceptual nas músicas, mas a conexão entre elas é notória. Não o vejo como álbum do progressivo-ópera como muitas canções do Pink Floyd, por exemplo, mas nem por isso deixa de ser do gênero e deixa de ser bom.

Músicas como ''Hey Joe'', ''Rolling Stone'' são perfeitas viagens progressivas de puro som bem feito e louco.
Mas aquela que me apaixonou, que não me canso de ouvir e que acho uma obra-prima é a música que leva o nome do álbum, "O A e o Z". A música nem é tão longa assim, mas é uma viagem sem volta. Eu me sinto drogado sem usar drogas.
A harmonia dos teclados junto com a voz louca e doce de Arnaldo, te levam numa trip deliciosa. De repente se ouve umas coisas como uns violoncelos ou violinos, aí depois fui descobrir que o disco leva cítara e tudo mais. Uma junção de sons harmoniosa e empolgante. Guitarra e orgão levam a música por minutos e mais minutos num som alucinante.
Eu tô aqui me enrolando, enrolando e não dizendo nada. Mas é que eu gosto pra caramba desse disco, dessa música em especial e no momento estou ouvindo-a para tentar descrever melhor.
Só como título de curiosidade, o disco foi todo gravado com os integrantes sob os efeitos do LSD. Já dá pra saber que a coisa é louca mesmo, né? Hahaha.

Depois desse disco, eles lançaram em 74, e aí foi lançado no ano certinho, o "Tudo foi Feito Pelo Sol". O disco dá uma caída no som. Natural também com a saída do Arnaldo, por abusar das drogas e tudo mais. Da formação original só se manteve o Sergio Dias. Ainda na linha progressiva, o disco é bom. Faixa destaque a "Eu Só Penso em te Ajudar'' que é muito legal e "Cidadão da Terra". O resto das músicas peca um pouco no disco, embora eu goste de ouvir e ache bom.

Logo após, os Mutantes ainda em fase progressiva lançaram mais 2 discos, um Ao vivo e um com o título de Cavaleiros Negros. Não os escutei então prefiro não comentar. Mas, andei lendo que são fracos e não correspondem aos dois primeiros da fase em questão.

Essa postagem foi mais por conhecer uma coisa "nova" que é antiga e eu não sabia nem que existia. Foi aquilo que falei, conhecer Mutantes todo mundo conhece, mas sempre o primeiro cd e aquela coisa de sempre de tropicalismo e tal. Eu nem sabia dessa fase progressiva deles, nunca tinha ouvido falar. Por isso... SALVE A INTERNET!

Genkki Dama recomenda! Baixe os dois discos e os ouça, são ótimos! Não vá pensando que vai encontrar um Pink Floyd, afinal de contas os caras são mestres! Mas espere um som progressivo de muita qualidade tão bom, que eu prefiro do que outros grandes do gênero por aí como Yes. Não que Yes não seja bom, mas O A e o Z é melhor que muito disco do Yes por aí.

É isso, vamos curtir essa trip louca, afinal:


    ''Eu sou o começo
     Sou o Fim
     Sou o A e o Z

     NUMA PESSOA SÓ!''

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Será o fim do Rappa?


Pelo título já devem saber que não são críticas positivas. Então sem muito (mentira!) rodeios, vamos lá.
O Rappa é uma banda que já admiro tem muito tempo. Acho que no ano de 97, o ano da minha primeira revolução musical, que comecei a curtir as músicas dessa grande banda do meu querido Rio de Janeiro. Lembro que as primeiras músicas que ouvi foram do sensacional Rappa Mundi, como: Vapor Barato, Hey Joe, Homem Bomba e outras. Na verdade, esse cd é de todo sensacional. Tu coloca ele pra tocar e não pula ou pensa em pular uma música sequer. Um dos discos mais fodas que conheço.
Depois veio o Lado B, Lado A, outra tijolada de disco. Aí o Rappa enfim explodiu com Me Deixa e A Minha Alma. Levando vários prêmios de videoclipe merecidamente por clipes sensacionais.
Aí aconteceu aquele episódio lamentável com o Yuka e o Rappa deu uma dispersada um pouco depois.
Eis que veio a saída do Yuka e o lançamento do Silêncio Que Precede o Esporro. Como diz o meu amigo Xouts, nome fodaço! Cd mudado. Som diferente, mas muito bom. As letras do Yuka fizeram falta, mas o som não. Não era o mesmo do Rappa de antes da pegada reggae do primeiro álbum e nem a mistura mais rock dos dois seguintes, mas um disco muito bom. Não era um Rappa Mundi, mas era um álbum ótimo.

Estou falando só de albuns de estúdio, porque afinal é de inéditas que vive uma banda.
Mas, depois do Silêncio, veio o MTV Acústico, que pra mim foi o início do declínio do Rappa. Não que seja ruim, mas como idéia de acústico foi um fracasso, Falcão se empolgou demais e a participação da Maria Rita matou a música.
Bem, mas isso acontece.

Ansioso estava eu pro álbum de estúdio a seguir que devia sair 2007 ou 2008 em função do tempo de um cd pro outro que o Rappa costuma dar.
E saiu esse ano, com o título sugestivo de 7 Vezes, que é esse aí da foto.
Ouvi o cd. Achei meio estranho. Ouvi de novo. Achei ruim. Ouvi de novo. Achei bem fraco!

O novo álbum de uma das minhas bandas prediletas foi um fracasso pra mim. Não é péssimo de não conseguir ouvir, mas pro Rappa que conheço, é beeem fraco.
As letras caíram mais ainda e se tornaram canções com repetições constantes. As vezes satura de tanta repetição. As levadas e arranjos também estão repetidos. Muda de música e parece que não mudou. Parece que tentaram deixar cru demais e ficou fraco. Não aquele cru com toque de refinado, mas cru de faltar algo mesmo.
Enquanto de um lado tentaram levar pra essa simplicidade, digamos assim, de outro exageraram numas esticadas na letra que ficaram ruins.

Bem, o disco fica muito a quem do que o Rappa é (ou foi).
Não é um disco péssimo. É fraco. Não gostei, não ouço com freqüência. As vezes ouço de novo pra tentar gostar, mas realmente não deu.
Mas isso acontece com toda banda. Só espero que seja apenas um álbum ruim (eles ainda não tiveram um) e não a queda da banda de vez.

Se é o fim ou não do Rappa, só os próximos discos podem dizer.

De bom o álbum tem uma frase: ''Mas meu cristo é diferente''

Genkki Dama não recomenda. Mas se quiser escutar, escuta. Afinal é o Rappa, sempre vale a pena.
Mas, opte sempre pelos já tão citados aqui Rappa Mundi, Lado B Lado A, O Silêncio que Precede o Esporro e até o primeiro disco O Rappa, que nem comentei direito aqui.

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Onde os Fracos Não Têm Vez


Hoje vim falar de um filme. Com o título e a foto, vocês já sabem qual é. Vi essa película deve ter umas duas semanas e até agora não o tiro da cabeça, não positivamente como eu esperava.
Façamos por partes, tal como Jack Estripador.

Não leia se não viu (embora eu ache que tu não deva ver) pode ter aquele trocinho de spoilers que o povo fala.


Primeiramente, eu estava um pouco empolgado para ver este filme, já que levou 4 estatuetas do Oscar e em especial por ter o Javier Bardem, cujo eu tinha gostado muito no filme Mar Adentro.
Bem, até aí você fica com aquela esperança de um "bom" filme no mínimo. Afinal, por mais que o Oscar esteja em decadência, 4 Oscars pra uma porcaria é que não tem. Com Tommy Lee Jones e os tais Irmãos Coen, a coisa não poderia mesmo dar errado. Pois é, mas deu. E como deu!
Baixei esse filme, ainda bem que não aluguei, e parei para assistir. E confesso: Foram um dos piores 12o e tantos minutos olhando pra uma tela da minha vida.

Terminado o filme, e eu puto pra caramba, e ao mesmo tempo perplexo pela crítica toda, de ter visto "isso", fui dar uma olhada no Orkut (lá tem louco pra tudo) e buscar as comunidades do filme para ver o que o pessoal argumentava pra dizer que o filme era bom. E eu só vi bobagem. Pelo menos pra mim. Primeiro começaram dizendo que o filme não é pra qualquer um. Isso eu já fiquei meio assim. Não que eu concorde que não hajam filmes assim, de fato existem e eu até gosto de alguns. Depois vi coisas como ''não há mocinho e nem vilão''. Pera lá, se o personagem do Bardem que fica com cara de cu o filme todo e dá o Oscar de melhor ator coadjuvante pra ele não é um vilão, não sei mais o que é vilão!
A grande moral do que pude entender dos loucos "pensantes" das comunidades é que o filme tenta passar uma história comum como outra qualquer para o cinema (como se isso fosse novidade) e que isso é genial, com o diferencial das histórias reais que os vilões nem sempre morrem e os mocinhos nem sempre se dão bem, e que os fracos (ou velhos, como preferir) não tem vez numa terra como o Texas.

Quanto a isso, tenho algumas observações.
Se a tentativa foi de fazer de uma história comum algo notável no cinema, o sucesso passou longe. Os Irmãos Coen precisam aprender um pouco com o Tarantino, por exemplo. Pulp Fiction que é um filme do qual não gostei muito é exatamente isso. Não gostei, mas reconheço sua importância e qualidade.
Essa de não ter vilão e mocinho, assim como criticar a Bíblia, é que tá virando o clichê. Se não for bem feita, a tentantiva de se romper com o clichê, o torna pior ainda que o "tradicional".

Ouvi muitos comentários de quê o final estragou tudo. Bem, eu discordo. O filme se estraga por completo. Posso citar alguns motivos para isso: uma divisão mal feita de histórias, que não se unem bem e fazem o filme parecer desconexo e muito enfadonho; o personagem do Tommy Lee Jones é jogado na história de uma maneira estranha, parecendo até fazer parte de um flash back ou coisa do tipo (coitado); como já citei, a atuação com cara de cu, de múmia, do Bardem que fez um trabalho excelente em Mar Adentro pelo menos que eu já tenha visto. Entre muitas outras coisas...

Em resumo, achei o filme uma porcaria e nem pra passar no Domingo Maior serve. Filmes do Van Damme são mais divertidos.
Tem outras coisas que li aqui e ali que achei um absurdo como falar que aqueles diálogos são sensacionais e tudo mais, de novo eu recomendo que os Irmãos Coen (ou os fãs desse filme) assistam mais Tarantino. E vi muitas outras bizarrices além que não lembro e/ou não valem ser comentadas aqui.
De bom mesmo, esse filme só tem a fotografia. Porque até a trilha sonora é fraca.
Bem, o elenco em nomes é bom, mas em atuação e rendimento, ficou muito a desejar.

Dica do Genki Dama: Não assistam essa porcaria. A menos que passe na Globo numa segunda chuvosa na Tela Quente e tu não tenha mais nada (mas nada mesmo!) pra fazer. Mesmo assim, ainda é prefirível ver a Luciana Gimenez (e eu não estou exagerando).

É isso.
Um abraço.
O obrigado por ter paciência de ter lido essa porcariada toda.

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Início.


O início de tudo é sempre estranho. E uma coisa estranha como eu sou e esse blog será, não poderíamos começar diferente.

Depois de inúmeros fracassos internautas como fotolog, multiply, 1 blog pessoal, 1 blog comunitário e outras tantas coisas, eu não desisti e vim com isso aqui!

Yeah! Eu sou perturbado!

Bem, pra início de conversa (inícios e mais inícios, que saco!), esse blog terá de tudo um pouco.
O nome é Genki Dama. O duplo k é porque o nome com uma letra apenas já existia e o blogspot não permitiu.

O porque do nome Genki Dama é exatamente por isso, por ser uma união de todas as minhas loucuras aqui. Seja falando de música, cinema, arte, futebol, política, religião, poesia, o que for...
E pra quem não sabe, Genki Dama é um golpe do personagem Goku, do desenho Dragon Ball Z,em que ele precisa e usa da energia de todos os seres da Terra para construir uma grande bola de energia e assim derrotar seus adversários, etc.
Bem, pra quem assistia o desenho, entendeu de cara.

Pra começar é somente isso.
Em breve mais coisas.
Até!


           Aqui Goku com sua enorme Genki Dama sobre a cabeça.